segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NU, DE BOTAS. Antônio Prata

Pare o que está fazendo.

Nada é tão sério quanto às risadas/gargalhadas/gaitadas que você vai dar ao ler Nu, de botas, editado pela Companhia das Letras.


Comprei o Nu, de botas, porque queria ler alguma coisa do Antônio Prata antes de ir para a FLIP 2014, onde o jovem escritor e roteirista iria estar.. Sempre acompanhei a coluna dele no Folha de São Paulo, e tietá-lo foi uma consequência... hahaha (vide foto abaixo!)
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Nu, de botas é uma leitura altamente recomendada para qualquer pessoa, especialmente as nostálgicas e bem-humoradas. 

Um livro que contempla memórias de infância poderia soar lugar-comum, mas não. A narrativa de Nu, de botas é do ponto de vista da CRIANÇA (um misto de realidade e ficção - mas é claro que parte das memórias são do Antônio Prata, como ele próprio confirma).

O mais legal é justamente isso: não é um adulto contando suas lembranças, e, sim, o próprio infante narrando episódios do seu agitado e descompromissado cotidiano! 

tietando Antônio Prata na FLIP2014, Paraty-RJ
Olhar de criança é puro, inocente e objetivo, por isso tão encantador... Coisas simples e hilárias da descoberta do mundinho da família, do bairro, da escola, são contadas de forma engraçada e despretensiosa, com o jeitinho prosaico das crônicas.

E nesses textos, com maestria e sensibilidade, Antônio Prata nos leva pela mão até nossa criança interior e consegue tocar o gigante baú de recordações que carregamos no peito, trazendo à tona risadas emocionadas ou lágrimas risonhas!

[Me peguei dando altas risadas - em público, nem tô! - a cada capítulo, que li com bastante avidez e curiosidade.]

"Ler o livro do Antonio Prata me fez rir e chorar e depois rir de novo do ridículo que foi chorar no aeroporto e chorar pelor ridículo que é ficar rindo e chorando no aeroporto e acabar perdendo o voo e pensar: que bom, vou poder rir e chorar mais um pouquinho", foi a opinião do Gregorio Duvivier. ;)

Inclua essa leitura JÁ na sua vida. É um túnel do tempo disfarçado de livro de crônicas!

Um beijo bom,
Camilla.

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