segunda-feira, 2 de junho de 2014

DIVERGENTE, Veronica Roth

Demorei um século pra sentar e escrever essa resenha, mas pra mim isso é perfeitamente desculpável já que quando o livro não causa na gente o melhor a fazer é deixar um tempo na incubação pra ver no que dá.

Veronica Roth é um fenômeno mundial e se você não ouviu falar dela foi por descuido mesmo. A trilogia DIVERGENTE é mais uma distopia infanto-juvenil (com o perdão da categorização literária que a praxe do comércio impõe) cuja história se passa num futuro pós-apocalíptico, especificamente em Chicago.

A sociedade está dividida em 5 facções, cada qual com característica/virtude predominante. 
As pessoas podem ser da Erudição, Abnegação, Amizade, Franqueza ou Audácia.
Ao completar 16 anos o jovem faz um teste de aptidão que orienta sobre que lugar ocupará na sociedade de acordo com suas inclinações, ressalte-se, nem sempre determinadas geneticamente.

Acontece que alguns raros casos podem apresentar aptidão para 2 ou mais facções, e estes são chamados DIVERGENTES. É uma informação confidencial e particular, e que apesar dela o jovem deverá fazer uma escolha.

A protagonista Beatrice (Tris) é identificada divergente e no dia da Cerimônia de escolha ela opta ir para a AUDÁCIA!! 
Uma vez dentro da facção, ela e outros jovens precisam passar por uma iniciação que, no caso da Audácia, constitui-se de uma série de provações psicológicas e físicas. Desde simulações para enfrentar seus maiores medos até provas físicas e lutas corporais pra provar que não é covarde. 
Tudo porque a CORAGEM deve prevalecer e determinar as atitudes, inclusive por isso é a facção que protege a sociedade fazendo as vezes de polícia.

O primeiro livro da trilogia mostra toda a fase de iniciação e mais alguns acontecimentos bombásticos que se eu contar aqui pode perder a graça do negócio.

Não costumo dar nota para minhas leituras.... mas a meu ver DIVERGENTE merecia um 6! Explico.
É um livro legal, causou expectativa, gerou apreensão por terminar o livro e ver o desfecho de algumas situações... MAS a narrativa com fluxos de consciência da protagonista Beatrice me deu sono. 
Achei um livro adolescente #prontofalei. E não é que seja RUIM, mas não me conectei com a escritora que subestima o leitor e fica dando mil explicações. #prontofalei de novo.

Foi um ´´gostei com reservas``, ok.
Não teria razão eu metralhar uma história que, no dia seguinte ao término, eu corri para conferir no cinema! Diga-se de passagem a adaptação me agradou bastante, sobretudo a trilha sonora e a fotografia!!.

Então é isso.. (que animação!)
TALVEZ... eu venha a ler os livros seguintes da trilogia (INSURGENTE e CONVERGENTE), porém não é minha prioridade.. 
Quem sabe? quando chegar perto da estreia do próximo filme... não tanto pela Tris, mas pelo Four!! <3

Um beijo bom,
Camilla.

3 comentários:

Lu Tazinazzo disse...

Cami, compreendo você totalmente. O primeiro livro da série também me deixou meio decepcionada, mas eu acho que isso é porque a autora era muito muito muito inexperiente. A série melhora ao longo dos outros livros, sendo Insurgente o melhor! Eu acho a ideia de Divergente fantástica, tanto que, com a lapidação de roteiristas experientes, eu quase acho o filme melhor que o livro. Não desista ainda, apesar de ser uma trama adolescente, Veronica Roth foi corajosa em seu desfecho =)

Beeeejus!

Camilla Caetano disse...

Lu! Tu sabe que te comentário foi bastante positivo pra eu REpensar a continuidade da trilogia hehehhe
Obri pelo incentivo!!

bjooo!
Cami

Isa Vichi disse...

Oi Camilla! Taí um livro que não tenho vontade de ler... acho que talvez, quem sabe, um dia... eu veja o filme, mas só! :/ Já tinha lido a respeito dessas divagações da protagonista e do excesso de explicações e isso é um coisa que eu sei que me irrita demais! Então, prefiro evitar a fadiga! Adorei a resenha sincera! Bjão da Isa - LidoLendo.

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