quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Intervenção de terceiro #7, com Elizandro Moraes

O Elizandro Moraes é um simpático atendente da Athena, uma livraria aqui de Santa Maria cujo diferencial é promover cultura e não apenas vender livros. Em frente às prateleiras, metralhando-o de perguntas e trocando ideia de leituras, fiz amizade e o convidei pra escrever uma resenha para o blog! Sem pestanejar ele disse que falaria sobre seu livro predileto da vida: Sidarta, do escritor alemão Herman Hesse (Prêmio Nobel de Literatura 1946).
 
Vamos às considerações que o Elizandro fez pra nos recomendar SIDARTA, na primeira resenha do ano da seção Intervenção de terceiro!
 
"Hesse teve e ainda tem uma grande importância na minha vida. Porque admiro muito a doutrina budista. Não só a doutrina, mas os ensinamentos interiores. O livro, publicado em 1922, narra a busca de Sidarta pela iluminação na Índia. Educado, bonito, filho de um homem rico, ele procura a luz com os Samanas (shramana), que vivem para pensar, esperar e jejuar. Descobre Buda, mas não aceita sua doutrina. É iniciado nos jogos do amor por uma cortesã, mas só encontra a decadência e decide abandonar tudo. Torna-se então balseiro num rio junto ao sábio Vasudeva e só então conhece a redenção.
As histórias de Sidarta e de Buda se confundem.
Nascido na Índia, filho da aristocracia religiosa dos brâmanes, Sidarta passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando a existência calma e contemplativa que sua condição de casta lhe permitia. 
À certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra.
Sidarta experimenta de tudo, usufruindo tanto as maravilhas do sexo e da carne quanto da miséria e o jejum absolutos.
Entre os intensos prazeres e as privações extremas, termina por descobrir "o caminho do meio", libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a senda da iluminação interior."
*
 
Fiquei contente por ter aceito o convite, caro Elizandro!
A peregrinação em busca de si mesmo é uma pauta bastante atual já que vivemos numa sociedade super socializada que dificulta a percepção da essência das pessoas. Esse olhar para dentro é fundamental para a busca da verdade, inclusive da nossa.
 
E os leitores? Tem mais fãs de Herman Hesse por aí?? Ou budistas?
 
Obs: já resenhei Gertrud, do Herman Hesse, nesse post aqui.
 
Um beijo bom,
Camilla.

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