quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

UM CONTO DE NATAL, Charles Dickens

Um conto de natal foi a última leitura do ano do clube de leitura companhia de papel. Escolhemos pelo tema natalino é claro, mas também pelo fato de ser um conto, cujo texto mais curto se encaixaria bem nesse período de festas e agenda cheia.

Essa história é um clássico de Charles Dickens, um romancista inglês da era vitoriana que durante a infância vivenciou problemas financeiros como a prisão do pai por dívida e a dureza da classe operária na época da Revolução Industrial. Tais situações de certo modo influenciaram sua obra, que ganhou fama por abordar mazelas sociais.
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"Escrita às pressas em 1843 para pagar as dívidas de seu autor, Charles Dickens (1812-1870), foi um sucesso imediato de público e crítica. Por meio dessa sátira social – adaptada diversas vezes ao cinema –, Dickens teve um papel fundamental no resgate do espírito de bondade e solidariedadedas tradições natalinas." (sinopse)

O livro Um conto de Natal retrata a história de um empresário sovina, azedo e ranzinza que tem birra com a época natalina. O Sr. Scrooge não se solidariza com os necessitados nem aceita o convite do sobrinho para a ceia. Prefere isolar-se no escritório e renegar o espírito de Natal. Segundo ele:
"o que é o Natal além de uma data em que estamos sempre um ano mais velhos e nem um pouquinho mais ricos? ... se dependesse de mim, cada imbecil que aparecesse com essa história de ser feliz natal seria preparado em uma panela junto com a ceia e enterrado com uma estaca de árvore de natal cravada no coração. É assim que penso."

[Sentiram o ´´bom humor`` do protagonista? Pois é... e dizer que tem muuuuuita gente que infelizmente se fecha em tristes lembranças e nega o espírito natalino. Mas cadum, cadum..]

Scrooge, então, é surpreendido pelo espírito do antigo sócio lhe alertando que mudasse de comportamento, caso contrário sofreria as consequências dos erros e aborrecimentos gratuitos. Então, como que num ´sonho`, Scrooge recebe a "visita" de três espíritos de Natal, cada qual tentando conscientizá-lo a ser bom, paciente, tolerante e sensível.

O espírito de natal do passado leva Scrooge até à infância triste em que era solitário na escola e, depois, mostra o rompimento de um noivado por conta da obsessão por dinheiro. Esse espírito demonstra que a repulsa à pobreza só rende amarguras na vida.
O espírito de natal do presente leva Scrooge na casa da família do seu funcionário. Lá ele pode observar a humildade da ceia composta por um minúsculo ganso e um pudim, o que não retirou sobremaneira a alegria do encontro.
O espírito de natal do futuro revelou a circunstância de sua morte, e o fato de que ninguém se compadecia da sua ausência já que era avarento, insensível e não fazia questão de ter e cultivar amizades. "Aí está ele, numa casa vazia, sem nenhum homem, mulher ou criança para se lembrar de algum gesto de gentileza de sua parte."

Depois dessa jornada ou sonho em que viu seu lado negro, Scrooge desperta no dia de Natal com um novo olhar pra vida. Resgata a compaixão e solidariza-se com todos na rua, oferece dinheiro a necessitados e esboça sorriso nunca antes aparente. Ele abre seu coração e revê os atos mais simples, experimentando a graça da mudança e perdão!
O ex-ranzinza acabou indo cear na casa do sobrinho e rogou que o vissem transfigurado porque finalmente percebera a estupidez e insensibilidade com que tratava as mazelas alheias. 

obs: minha edição é essa aqui da L&PM. Série Clássicos da Literatura em quadrinhos!

Queridos leitores, que seu HO-HO-HO seja com muito HA-HA-HA!! (copiei da internet hihih)

Um beijo bom, 
Camilla.


Update! O tio Patinhas (uncle scrooge), personagem da Disney, foi inspirado no Scrooge.
O nome original de Patinhas, Scrooge McDuck, se baseia no avarento Ebenezer Scrooge, personagem principal do Conto de Natal de Charles Dickens(fonte Wikipedia)

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