sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

AS AVENTURAS DE PINÓQUIO, Carlos Collodi


coisa fofa de 15,5 x 11,5cm, 370gramas e 360 páginas.
Pinóquio era apenas um boneco de madeira que a cada mentira que contava lhe crescia o nariz? Não. Isso é o que você sabe graças à versão simplificada incutida nas nossas mentes infantes pelo Walt Disney! Pinóquio é muito mais que isso.
É uma fábula escrita no final do século XIX pelo italiano Carlos Collodi (pseudônimo de Carlos Lorenzini), publicada como livro em 1883. A história do boneco tem um conteúdo moralista e pedagógico, tipo direcionado para crianças arteiras e desobedientes! Apesar disso, observamos no processo de humanização de Pinóquio inúmeras metáforas sobre aquele período de reunificação da Itália, e há quem também faça interpretações psicanalíticas e religiosas do texto. Então a leitura de Pinóquio se torna inesgotável.
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A narrativa é leve, precisa, com um toque (maravilhoso) de ironia.. e certa pegada teatral inclusive. Não acreditei que demorei uma vida até ler essa obra-prima! A grandiosidade do texto é inexplicável, por isso mesmo tornou-se um clássico.  
RECOMENDO muitooo, especialmente pra quem tem afilhados ou filhos!
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As aventuras de Pinóquio que vos apresento é a tradução do texto integral feita por Ivo Barroso, que respeitou com maestria a linguagem do original (publicado em capítulos num folhetim na cidade de Florença). Ficam os aplausos à Cosac Naify que caprichou nessa edição ilustrada por Alex Cerveny. O projeto gráfico é incrivelmente belo e delicado. As ilustrações foram feitas com uma técnica chamada cliché verre, que o próprio ilustrador Cerveny explica no vídeo desse post.

Esse pequeno grande livro foi um achado na FNAC Porto Alegre, pois estava largadinho dentro de um cesto de ofertas num corredor qualquer com etiqueta de 15,90!! 
Por fim, quero registrar para quem for ler, que NÃO DEIXE DE LER O POSFÁCIO escrito pelo incrível Ítalo Calvino. O comentário dele é essencial!!

Um beijo bom,
Camilla.

P.s.: Exatamente como fiz no O conto da ilha desconhecida, fica a dica aos acadêmicos de Direito para que assistam nesse link os comentários tecidos sobre o Pinóquio no programa Direito e Literatura!

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