quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA, José Saramago

O conto da ilha desconhecida conta a estória de um súdito que bate à porta do rei postulando um barco. 
No palácio real há 3 portas: a das decisões, a das petições e a porta dos obséquios. 
O rei basicamente ficava à porta dos obséquios onde só recebia favores e agradecimentos do povo, comodamente e sem muito estresse. Por isso ele demorou pra atender o impetrante que não arredou o pé enquanto não falasse pessoalmente com o rei. 

Eis que descendo do trono, afinal temia a repercussão da fila que se formava, e arguindo o súdito (o que queres e para que queres?), o rei ordenou num bilhete ao capitão do porto: Entrega ao portador um barco, não precisa ser grande, mas que navegue bem e seja seguro...

E lá foi o súdito navegar em busca da Ilha Desconhecida...

A breve aventura que se segue está no livreto editado pela Companhia das Letras na forma de uma parábola sobre poder, tomada de decisões, burocracia, esperança, mas principalmente sobre não desistir dos sonhos! Num divertido conto, Saramago também permite observarmos a profundidade e imensidão do oceano que habita em nós, apesar da (impraticável) distância que se deve tomar do ponto observado. 
Ou seja, fisicamente não consigo me ver de fora... 
´´...mas quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver``.... ´´ se não sais de ti, não chegas a saber quem és.`` p.40
Levei duas horas pra terminar a leitura e dei umas boas risadas porque os diálogos são leves e divertidos. 
Recomendo porque é literatura portuguesa, é Saramago, é nobel!
Recomendo porque é todo metafórico (adoro!) e muito bonito, pois diversas páginas são aquarelas pintadas por Arthur Luiz Piza!
 
No Youtube é possível assistir variadas interpretações de O conto da ilha desconhecida, desde vídeos e animações a teatrinhos escolares. Esse ao lado conta o conto e depois comenta as simbologias propostas! :D
*
O afã de buscar e querer algo (com existência desconhecida) é o combustível pra vida, e notadamente todos os homens sonham com o que os fará felizes. Como dizem, a esperança gera sonhadores. E os idealizadores foram um dia sonhadores.

O projeto de vida do cidadão do conto é buscar a ilha desconhecida. 
Qual é o seu projeto de vida?

Um beijo bom,
Camilla.

P.s.: Acadêmicos do Direito! Vale conferir um ponto de vista jurídico deste conto, explorado no programa Direito e Literatura.

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