sábado, 13 de julho de 2013

THE GREAT GATSBY, F. S. Fitzgerald

Gatsby acreditara na luzinha verde, naquele futuro orgástico que ano após ano se afasta de nós. O futuro já nos iludiu tantas vezes, mas não importa... Amanhã correremos mais depressa e esticaremos nossos braços um pouco mais além... até que, em uma bela manhã...
E assim nós prosseguiremos, barcos contra a corrente, empurrados incessantemente de volta ao passado.

Este é um conclusivo trecho do livro The Great Gatsby, obra do F. S. Fitzgerald, novela ambientada na costa leste americana em plena Era do Jazz. O mistério que permeia a narrativa é a identidade do homem que promove suntuosas festas na sua mansão numa praia de Long Island, em que os convidados são a hi-society do entorno de Nova Iorque nos anos 20. Loucos, embriagados, hedonistas, fúteis, e que desconheciam o passado e o presente do anfitrião.
Toda a futilidade e superficialidade sugerida ao longo da obra é retrato da euforia americana após a Primeira Guerra e são a coxia dos acontecimentos que entrelaçam as vidas de Tom, Daisy, Jordan, Gatsby e Nick.


Primeira impressão do Gatsby, aos olhos de Nick
(muuuito legal!)
O narrador Nick Carraway é vizinho e se torna amigo de Jay Gatsby. Nick é um personagem que está dentro, mas está fora; está fora, mas está dentro. Idolatra os ricos, mas rejeita o materialismo e a imoralidade da galera. Seus trinta anos de glória são completados em meio a fervorosa trama shakeaspeariana, cuja narrativa é de cair o queixo. Sabe quando o exagerado detalhamento, ainda assim, deixa espaços para a imaginação da gente completar? É esse o trunfo do Fitzgerald, que brinca de contar ou esconder informações, nem sempre imprescindíveis, mas que deixam o texto charmoso e instigante. 
É uma leitura extremamente agradável, gostosa, e o clímax vai surgindo sem a gente se dar conta. 
Pra mim o final foi surpreendentemente positivo. Nota dez, sem dúvida! Fica a dica para ser debatida em grupo, porque as entrelinhas persistem forever.
Quem é Gatsby? é o questionamento de somenos importância quando findamos as 242 páginas da edição L&PM pocket, pois tudo que se cogita acerca da origem de sua riqueza é justificado por seu histórico de rapaz ambicioso e apaixonado. Sofrendo pra não fazer spoiler, só posso dizer que se trata de uma história da esperança de que é feito o amor

Sobre a quinta adaptação para o cinema (direção de Baz Luhrmann):
Na vibe do Moulin Rouge (mesmo diretor), o filme The Great Gatsby estrelado por Leonardo Di Caprio e Carey Mulligan tem muita cor e efeitos especiais. Deu tontura assistir às cenas de carros em movimento e coreografias entusiásticas nas festas, sendo que não vi em 3D! Esta versão 2013 é fidedigna ao propósito da obra, tem cenas e falas ipsis literis e personagens bem definidos. Acho que só não curti muito a trilha sonora, porque, a meu ouvir, modernizou além da conta: Indie Rock + Jazz + Hip-Hop. (TODAVIA, não sou parâmetro musicalmente falando! Quem quiser conferir: Fergie, Q-Tip, & GoonRock – A Little Party Never Killed Nobody; Jay-Z – $100 Bill; Beyoncé & Andre 3000 – Back To Black; Will.I.Am. – Bang Bang; Lana Del Rey – Young And Beautiful; Bryan Ferry With The Bryan Ferry Orchestra – Love Is The Drug; Florence + The Machine – Over The Love; Coco O. – Where The Wind Blows; Emeli Sandé & The Bryan Ferry Orchestra – Crazy in Love; The XX – Together; Gotye – Hearts A Mess; Jack White – Love Is Blindness; Nero – Into The Past; Sia – Kill and Run) 
Ademais, foi sensacional assistir ao filme com o livro fresquinho na cuca, cotejando a minha imaginação com a imaginação do diretor estampada na telona, com interpretação impecável de cada um dos atores!  :)
Recomendo (muito) o livro + filme!! 

Um beijo bom,
Camilla.

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