quarta-feira, 8 de maio de 2013

CLUBE DA LUTA, Chuck Palahniuk

Nem sei por onde começar. Talvez um auto soco no estômago seria um bom início. Aliás, faça isso agora! Certifique-se de que está sozinho no ambiente. Depois não conte pra ninguém. 
Também não conte pra ninguém sobre eventual prazer em sentir dor e que essa sensação te deixa mais disposto e sagaz pra enfrentar a vida! :x

Muitos chegarão aqui porque pesquisaram sobre o filme estrelado pelo Edward Norton (de quem sou fã desde o filme As duas faces de um crime) e nosso galã Brad Pitt! 
Mas apresento, agora, a resenha do provocativo LIVRO do Chuck Palahniuk.
 
´´Cada palavra que você lê disso sem sentido outro segundo de sua vida que você perde. A sua vida é tão vazia que você não consegue nem pensar em um outro jeito de gastar seu tempo? Você lê tudo que deveria ler? Você pensa exatamente tudo que te mandam pensar? Compra o que você deveria comprar? Saia do seu apartamento. Encontre uma pessoa do sexo oposto. Pare com a compra e a masturbação excessiva. Peça demissão. Comece uma luta. Prove que você está vivo. Se você não for atrás da sua humanidade, você vira uma estatística`` (Tyler Durden)
Edição LeYa . 272 páginas de socos 
Essa obra de 1996 não é necessariamente uma apologia à violência, mas acaba demonstrando que a violência pode ser uma ´proposta curativa (surreal!)` para os males advindos da sociedade capitalista que injeta esperanças à medida que oferece intermináveis bens de consumo ..
Como se a explosão da raiva na luta fosse capaz de fazer o homem transcender e renovar seu ego e autoestima, a par de tudo que é supérfluo e engessa sua capacidade pensante.

´´- O que precisamos fazer, pessoal - Tyler falou à comissão -, é lembrar esses caras da força que eles ainda têm.``

Tanto no filme quanto no livro há cenas de brigas, tipo sangrentas, mas nada é mais transgressor ou subversivo quanto a linguagem ácida (e confusa) que o Palahniuk utiliza pra contar a história do jovem trabalhador que sente insônia e busca consolo em diversos grupos de apoio. Fight Club coloca em pauta comportamentos impostos socialmente para alimentar neuras coletivas que aprisionam nosso potencial transformador. 
Tudo parece desconexo, com frases soltas, diálogos desencontrados, e eu confesso que foi uma leitura tensa, porque não raras vezes me perdi no texto.
Às vezes, na vida, você vai se encontrando na medida em que se perde. Parece conselho do mestre Yoda, mas EU senti que essa é a vibe do livro...
 
“A pessoa que sou no clube da luta não é a mesma que meu chefe conhece. Depois de uma noite no clube da luta, tudo que existe no mundo real passa a ter menos importância. Nada pode deixá-lo puto. Sua palavra é lei, e, mesmo que outras pessoas quebrem aquela lei ou duvidem dela, ainda assim você não ficará puto.”
As 7 regras do Clube da Luta começam por regras que, de imediato, são descumpridas. Aliás, a não observância pelos frequentadores das regras 1 e 2 fez o clube crescer e ganhar muitos adeptos.

Acho que não fui perspicaz e cult o suficiente pra alcançar a inteligência do autor, por isso não defini se GOSTEI ou NÃO GOSTEI do Clube da Luta...
Um outro CLUBE, pouco menos violento, tem cogitado este título para os próximos meses. Então, quando o Clube da Leitura Companhia de Papel escolher Chuck Palahniuk terei mais esclarecimentos sobre Tyler, Marla, socos e nitroglicerina e farei um update!

Obs: Trata-se de um caso raro de filme fidedigno ao livro!!
Se assistiu e amou, certamente vai aplaudir a leitura! 

No que acredita? Pelo que você quer lutar nessa curta vida?  ;)

Um beijo bom,
Camilla.

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