domingo, 29 de abril de 2012

QUEM NUNCA?


Começou um livro – ainda que maravilhoso – e parou no início, no meio ou quase terminando?
Foi assim com a leitura de fevereiro, tendo parado na metade do Pequenas Alegrias. 
Para justificar esse corte, desculpas das mais variadas espécies serão inócuas de serem citadas, afinal, em fevereiro tem carnaval, tem carnaval. 
Todo caso, garanto que o conteúdo é jóia. O escritor alemão Herman Hesse - filósofo do belo e do vital, apologista da simplicidade franciscana e do franciscano respeito pelas coisas vivas - é EXTREMAMENTE descritivo, o que pode tornar seu texto meio truncado, mas mesmo assim sempre vale a sua filosofia! 
Exponho publicamente que estou com essa pendência na minha vida, porém, já que toquei no ponto, vou colocar um trechinho da orelha: (...) Começando com reflexões da juventude, aos 22 anos, sobre a arte de viver moderadamente e de apreciar os pequenos prazeres da vida, o livro termina com melancólicas considerações do homem enfermo e solitário de 83 anos. Mas esse ancião ainda não perdeu o senso de beleza que, nele, mais do que uma posição estética, é uma profunda filosofia de vida (...).

Uma leitura interrompida é aquilo que eu chamo de descaso com o autor, afinal ninguém quer ser abandonado no meio de uma conversa, né? Outros já passaram na sua frente, mas o meu Pequenas Alegrias amarelado, porque o achei num sebo, segue me espiando da estante. ;)

Vale ressaltar que conheci Hesse por meio do meu amigo Harold Hoppe, que indicou o livro Demian e, na sequência, O lobo da estepe, que estiveram dentre minhas leituras de 2010/2011 e oportunamente receberão merecida atenção nesse singelo blog. :}

Pequenas Alegrias (1977),  é mais ou menos assim:
(...) Cada dia experimentar tanto quanto possível de pequenas alegrias, e distribuir os prazeres mais extenuantes, maiores, parcimoniosamente pelos dias de feriado e pelas horas livres, é o que eu gostaria de aconselhar a qualquer pessoa que sofre de falta de tempo e de algum desgosto. Para nos recuperarmos de qualquer coisa, especialmente para alívio diário, foram-nos dadas as pequenas alegrias, e não as grandes (...).

Um beijo bom,
Camilla.

5 comentários:

Henrique Riganti disse...

Fiquei curioso, quero ler Pequenas Alegrias.

Taís Flores disse...

Camila, adorei teu blog...
Sou consumidora ávida de livros e simplesmente não consigo passar em frente a uma livraria sem comprometer minha agenda do dia, perdendo a noção do tempo.
E já fiquei instigada pelo Pequenas Alegrias...
Parabéns pela iniciativa!
Beijão
Taís Flores

Camilla disse...

Valeu Taís! Bjoo

Camilla disse...

Henrique e Taís!!
É isso aíiii.. é pra ficar instigado mesmo, baita livro!! hahaha

Bjoo

Nat King Cole disse...

o Harold é meu primo! filho de minha estimada madrinha Tecla!

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